sexta-feira, 27 de junho de 2008

Para refletir...

Por que me impões o que sabes
se eu quero aprender o desconhecido
e ser fonte em minha própria descoberta?
Não quero a verdade
Dá-me o desconhecido.
Como estar no novo sem abandonar o presente?
Deixa que o novo seja o novo
e que o trânsito seja a negação do presente;
deixa que o conhecido seja minha libertação
não minha escravidão.
(H. Maturana. El sentido de lo humano, 1996.)

Conceituando Autonomia...

"Ninguém é autônomo primeiro para depois decidir. A autonomia vai se construindo na experiência de várias, inúmeras decisões, que vão sendo tomadas (Freire, 2005). "
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"O educando que exercita sua liberdade ficará tão mais livre quanto mais eticamente vá assumindo a responsabilidade de suas ações. Decidir é romper e, para isso, preciso correr o risco. (Paulo Freire 2005)."
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"Os espaços educativos constituem-se em fenômenos sociais que manifestam, com fundamento nas emoções , os pensamentos, os conceitos e os objetivos dos grupos sociais, num processo histórico e relacional, criando realidades que, nesta interação constante, recria os sujeitos dela participante (VIEIRA, 2004)"
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"Ser autônomo significa ser sujeito de sua própria educação. Um sujeito é autônomo quando é capaz de especificar as suas próprias leis, ou o que é adequado para ele. Diz-se que um sujeito tem mais autonomia quanto mais ele tem capacidade de reconhecer suas necessidades de estudo, formular objetivos para o estudo. Selecionar conteúdos, organizar estratégias de estudo, buscar e utilizar os materiais necessários, assim como organizar, dirigir, controlar e avaliar o processo de aprendizagem. Dessa forma, o sujeito deixa de ser objeto da condução, influxo, ascendência e coerção educacional, pois ele desenvolve uma forte determinação interna, ou auto-afirmação(SCHLEMMER, 2006)."
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“Relaciona esse autor cinco razões que justificam a aprendizagem autônoma: para o aluno aprender mais, para prepara-se para o próximo nível escolar, para prepara-se para o trabalho, para poder responder as obrigações da vida púbica e privada, e ainda, para tornar mais enriquecedor o tempo livre. Três componentes a sustentam, sendo um relativo ao saber, outro ao saber fazer, e outro ao querer. (apud Aebli, 1999).”

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Considerações Finais

Promover a autonomia dentro da escola sempre foi um desafio, uma vez que ela não pode ser ensinada, (Preti) não pode ser encarada como uma qualidade humana dada e pronta. Ela é uma conquista. Neste sentido, a autonomia se completa, se realiza à medida que o homem cresce e amadurece, no convívio com os outros, ou seja, é um processo graduado que paulatinamente se conquista. Por essa razão, a luta constante da escola é oferecer uma metodologia que conduza o educando, ou garanta-o um espaço que permita se apropriar da autonomia, pois (Schlemmer; 2002) qualquer que seja a modalidade educacional escolhida, trata-se de Educação que requer a avaliação sempre presente, com orientação finalística para a autonomia. Portanto, se a escola for capaz de favorecer a apropriação de autonomia, ela estará oportunizando uma conquista eminentemente valiosa que quando se faz presente no caráter humano, permite-o transcender, isto é, saber, saber fazer, e querer fazer. Partindo desse princípio fizemos uma análise com um dos instrumentos que percebemos como propulsor de autonomia dentro da escola, e nesse sentido mensuramos a condição e disposição da tecnológia digital na escola a fim de estabelecer o exercício autônomo por sua via. Análise foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas realizadas com professores de informática de quatro escolas públicas, e três realizadas com educandos dessas respectivas escolas. Os dados abaixo indicam precisamente as condições que os laboratórios de informática das escolas públicas têm para um espaço complementar do exercício autônomo:

Continuação Considerações Finais

Visto que os computadores nas escolas, não atingem a quantidade mínima se comparada a quantidade de educandos, apenas representam simbolicamente a existência de um laboratório de informática. Como trabalhar para o exercício complementar de autonomia nessas condições?

Condições que agridem a boa vontade de um professor que deseja propor uma aula com o intento de oportunizar autonomia a seus alunos.

Contudo conseguimos sanar uma de nossas dúvidas ao percebermos que os professores estão sendo preparados para trabalharem em laboratórios de informática, porém confirmamos nossas certezas provisórias de que a escola, ainda, não tem condições de garantir um espaço informatizado para realização de um trabalho pedagógico pleno a fim de complementar o exercício autônomo do educando.

quarta-feira, 25 de junho de 2008